Em 2026, um site institucional de cinco a dez páginas custa entre R$ 1.500 e R$ 6.000. Com design próprio e integrações, o projeto vai de R$ 6.000 a R$ 25.000. Loja virtual passa disso. O que separa um orçamento do outro é a quantidade de horas que o trabalho exige.
Pesquise o assunto e você vai encontrar tabelas que se contradizem. Uma diz R$ 700. A seguinte diz R$ 50.000. Nenhuma das duas está mentindo, e as duas têm interesse na resposta. Quem vende hospedagem precisa que site pareça barato, e quem vende projeto ganha quando o valor assusta um pouco.
Nós conectamos empresas e freelancers, e não ficamos com nenhuma porcentagem do trabalho fechado entre vocês. Tanto faz para nós se você gasta R$ 2.000 ou R$ 40.000.
Não existe tabela oficial de preços para desenvolvimento web no Brasil. Os valores abaixo refletem o que circula no mercado em 2026, entre freelancers, agências e plataformas. Um orçamento fora dessas faixas não está automaticamente errado, mas merece uma pergunta.
| Tipo de projeto | Faixa em 2026 | Prazo comum |
| Landing page ou one page | R$ 900 a R$ 2.500 | 1 a 2 semanas |
| Site institucional, 5 a 10 páginas | R$ 1.500 a R$ 6.000 | 2 a 4 semanas |
| Site com design próprio e integrações | R$ 6.000 a R$ 25.000 | 4 a 8 semanas |
| Loja virtual em plataforma pronta | R$ 2.000 a R$ 9.000 de montagem | 3 a 6 semanas |
| Loja virtual sob medida | a partir de R$ 15.000 | 2 a 6 meses |
| Sistema com área logada e regras próprias | a partir de R$ 25.000 | 3 meses ou mais |
Preço de site é hora multiplicada por valor da hora, mais uma gordura para o imprevisto.
Suponha um institucional de seis páginas que consuma 30 horas entre briefing, wireframe, layout, montagem, revisão e testes no celular. A R$ 60 a hora, o projeto sai por R$ 1.800. A R$ 150, o escopo idêntico vira R$ 4.500.
Não existe levantamento oficial de valor-hora para freelancer de tecnologia no Brasil, então todo número aqui é estimativa de mercado. As faixas que circulam em 2026 começam perto de R$ 45 a hora, entre quem está montando portfólio, e chegam a R$ 200 ou mais no caso de especialistas com carteira de clientes formada. Um sênior que entrega em duas horas o que um iniciante levaria vinte para terminar costuma sair mais barato no fim, mesmo cobrando o triplo pela hora.
Quatro coisas empurram as horas para cima, e três delas dependem de você:
| Rota | Investimento inicial | Custo recorrente | Onde costuma dar errado |
| Você mesmo em um construtor | R$ 0 a R$ 500 | R$ 30 a R$ 200 por mês | O tempo que você gasta é real, mesmo que não vire boleto |
| Freelancer | R$ 1.500 a R$ 20.000 | Combinado à parte, se houver | Sucessão: se a pessoa sumir, quem assume o projeto? |
| Agência | R$ 8.000 a R$ 60.000 | Contrato mensal, em geral | Custo fixo alto para um escopo que talvez não precise disso |
Uma observação que não nos favorece: se o seu site é uma página com telefone, endereço e três fotos, contratar agência é jogar dinheiro fora. Um construtor resolve isso em uma tarde. Freelancer faz sentido quando o escopo está definido e você quer alguém acessível, sem camada de gerência no meio. Já a agência se justifica com várias frentes rodando ao mesmo tempo e alguém precisando coordenar tudo.
Existe ainda uma quarta rota: começar em plataforma pronta, validar o negócio e contratar desenvolvimento quando o site já tiver dado dor de cabeça suficiente para você saber exatamente o que pedir. Briefing bom vale desconto.

Montagem em plataforma pronta custa entre R$ 2.000 e R$ 9.000, dependendo de quantos produtos entram no catálogo e de quanto o tema padrão precisa ser alterado. Sob medida, com WooCommerce ou stack próprio, o piso sobe para algo perto de R$ 15.000.
Só que o e-commerce cobra mensalidade, e essa parte pesa mais no primeiro ano do que a montagem. Na Nuvemshop, há um plano gratuito, o Essencial sai por R$ 69 mensais, o Impulso por R$ 164 e o Escala por R$ 449. Acima disso, o Next é negociado caso a caso e mira quem fatura mais de R$ 100 mil por mês.
A mensalidade é só a linha de cima. O que come margem de verdade:
Faça essa conta antes de assinar qualquer coisa. Uma loja que fatura R$ 20 mil por mês com meios de pagamento externos entrega R$ 400 mensais em tarifa no plano Essencial. No Impulso, que custa R$ 95 a mais, a tarifa cai pela metade. A economia cobre o upgrade com folga.
Orçamento de criação cobre um evento. O site, depois disso, vira linha fixa na planilha. O mínimo:
Domínio. Registrado direto no Registro.br, um .com.br custa R$ 40 por ano, e a renovação anual cobra o mesmo valor. Pagando dez anos de uma vez, o total sai por R$ 364. Já as registradoras privadas costumam anunciar um primeiro ano bem abaixo disso e cobrar bem acima na renovação. O número que importa para o seu orçamento é o segundo, e ele quase nunca está na chamada.
Hospedagem. Compartilhada, de R$ 10 a R$ 50 mensais; VPS, de R$ 30 a R$ 120. As duas faixas se cruzam, então VPS nem sempre sai mais caro. E atenção ao ciclo de contratação: aquele R$ 10 anunciado costuma valer só para quem paga três ou quatro anos adiantado. Na cobrança mensal, o mesmo plano pode custar cinco vezes mais. Loja virtual em plataforma SaaS já inclui hospedagem na mensalidade.
Manutenção. Aqui a variação é brutal. Suporte sob demanda com freelancer fica entre R$ 100 e R$ 400 por mês; contrato contínuo, com atualizações, backup e pequenos ajustes, entre R$ 300 e R$ 1.500. Sites corporativos com rotina pesada de conteúdo passam disso com facilidade.
Manutenção parece supérflua até o dia em que não é. Plugin desatualizado abre brecha de segurança, e recuperar um site invadido sai várias vezes mais caro do que prevenir. Reserve também algumas horas por semestre para desempenho, porque site lento perde posição no Google e converte menos: nosso guia sobre otimizar a velocidade do seu site WordPress mostra por onde começar.
Refazer um site que já existe raramente custa o mesmo que criar do zero, mas também está longe de sair barato. Atualização visual, mantendo estrutura e plataforma, gira em torno de R$ 1.000 a R$ 5.000. Reformulação completa costuma consumir a maior parte do valor de um projeto novo, porque migrar conteúdo dá quase tanto trabalho quanto produzi-lo. Peça as duas cotações antes de decidir: refazer do zero às vezes sai por pouco mais.
Sinais de que chegou a hora:
Sinais de que não chegou: o site foi refeito no ano passado, ou há um rebranding previsto para daqui a seis meses. Nesse segundo caso, espere: refazer duas vezes custa duas vezes.
Reformulação mal executada destrói posicionamento orgânico. Se as URLs mudarem sem redirecionamento 301, você perde de uma vez o que levou anos para construir no Google. Exija do fornecedor, por escrito: mapa de URLs antigas e novas, redirecionamentos configurados, conteúdo que já ranqueia preservado e uma medição de tráfego feita antes do lançamento, para haver com o que comparar depois.
A sétima é a que mais gera atrito seis meses depois.
Em 2026, de R$ 900 por uma landing page a mais de R$ 25.000 por um sistema com área logada. O ponto médio do mercado brasileiro, para empresas pequenas e médias, fica entre R$ 2.000 e R$ 8.000.
Com freelancer, a faixa mais comum vai de R$ 1.500 a R$ 20.000. Agência parte de um patamar mais alto porque inclui gerência de projeto e equipe. O que decide o valor final é o número de horas: páginas únicas, integrações e quem produz o conteúdo.
De R$ 2.000 a R$ 9.000 em plataforma pronta, a partir de R$ 15.000 sob medida. A montagem, porém, raramente é o maior gasto do primeiro ano. Mensalidade, taxa por venda e aplicativos costumam somar mais que ela.
Preserve as URLs ou configure redirecionamentos 301. Meça o tráfego antes do lançamento. Mantenha o conteúdo que já traz visitas orgânicas. E confirme que a decisão vem de um problema real, não de cansaço visual com o layout atual.
Dá, e costuma ser a decisão mais sensata para quem ainda está validando o negócio. Construtores e planos gratuitos de e-commerce funcionam bem nos primeiros meses. O limite aparece quando você precisa de integração específica ou de controle sobre o código.
Quem estiver no registro. Por isso registre o domínio no seu próprio CNPJ antes de contratar qualquer pessoa. Sobre o código, combine por escrito: em projeto sob medida, a entrega dos arquivos e dos acessos deveria ser padrão, mas nem sempre é.
De uma a duas semanas numa landing page, de duas a quatro num institucional. Projetos maiores levam meses. Atraso raramente vem do desenvolvimento: vem do conteúdo que você prometeu mandar na segunda-feira e mandou três semanas depois.
Estrutura de URLs, velocidade, títulos e conteúdo pensado para busca custam pouco quando entram no projeto e custam caro quando viram correção depois. Já pacotes de "SEO garantido" vendidos junto com o site merecem desconfiança: ninguém garante posição no Google.
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